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Mobilidade Elétrica nos EUA: Oportunidades, Dilemas e Lições para o Brasil

A mobilidade elétrica nos Estados Unidos entrou em 2025 com uma mistura de avanço consistente e incertezas regulatórias. O crescimento de 10% nas vendas de veículos elétricos no primeiro trimestre e a projeção de alcançar 11% de participação no mercado até dezembro são números que impressionam. Eles mostram que, mesmo com cortes em subsídios e entraves legislativos, o consumidor americano continua se movendo, literalmente, na direção do futuro.

Mas esse futuro, como toda disrupção de mercado, não acontece sem turbulência.

A lição americana: quando o consumidor puxa, o mercado anda

Durante minha jornada de 100 dias pelos Estados Unidos, narrada no livro Vivendo o Varejo Americano, observei que o consumidor americano está cada vez mais disposto a experimentar novas tecnologias, não apenas por consciência ambiental, mas por conveniência, economia de longo prazo e prestígio social. O carro elétrico é, hoje, símbolo de uma nova era de consumo. E isso tem um impacto direto no varejo e na infraestrutura urbana.

O que vi em postos de combustíveis e supermercados foi a transformação em tempo real: vagas preferenciais para VEs, carregadores integrados a apps de fidelidade, painéis solares nos tetos de estabelecimentos, e lojas que aproveitam o tempo de recarga para oferecer experiências de compra.

Incentivos, gargalos e a política no volante

A chamada “One Big Beautiful Bill Act” nos EUA ofereceu incentivos generosos, mas com regras restritivas: apenas para veículos fabricados localmente, e com prazo de validade já contando. Pior: parte dos créditos federais será extinta até o fim de 2026. Isso cria uma corrida para aproveitar os benefícios, mas também uma sombra sobre a continuidade do crescimento.

Mais grave ainda: o corte no financiamento da infraestrutura nacional de carregamento, promovido pela administração Trump, estagnou projetos estaduais e gerou insegurança no setor. Isso significa que, mesmo com o desejo de compra, o medo de “ficar na mão” sem um ponto de recarga ainda é real, especialmente fora dos grandes centros.

E o Brasil com isso?

No Brasil, a mobilidade elétrica ainda é uma promessa, não uma realidade de massa. Temos vantagens (como a matriz energética limpa), mas também desafios: altos preços, baixa autonomia dos modelos acessíveis e infraestrutura quase inexistente. Pior: o varejo ainda não se movimentou como nos EUA.

O revendedor de combustível no Brasil precisa entender que, quando o modelo self-service for liberado, e a mobilidade elétrica avançar, ele não estará mais vendendo apenas combustível. Estará vendendo tempo, conveniência e experiência. E quem sair na frente, como mostram os exemplos americanos, conquista uma nova geração de consumidores.

A mobilidade elétrica americana segue em frente, entre obstáculos e avanços. Para o Brasil, o recado é claro: ou nos preparamos para ser protagonistas nessa nova era, ou corremos o risco de ficar abastecendo um passado que já não se sustenta.

O que os clientes querem

Nos Estados Unidos, onde o consumidor é exigente e movido a experiências, a decisão de recarregar um carro elétrico vai além da conveniência: ela envolve percepção de valor. Durante minha viagem pelo varejo americano, vi de perto como as estações de carregamento mais bem avaliadas não eram, necessariamente, as mais rápidas, mas sim as mais completas. Ambientes limpos, seguros, com Wi-Fi gratuito, café de qualidade e opções de alimentação rápida faziam parte do pacote. É isso que os motoristas querem: aproveitar o tempo de espera com algo que compense a pausa, e não apenas suportá-la.

Além disso, o cliente moderno busca pertencimento. Programas de fidelidade, descontos vinculados a apps, prêmios por carregamentos frequentes e até ranking de usuários estão criando comunidades em torno da mobilidade elétrica. Não se trata só de encher a bateria, é sobre se conectar a uma nova forma de consumir. E é justamente nesse ponto que o Brasil pode errar ou acertar em cheio: não basta copiar a tecnologia, é preciso entender o comportamento por trás dela.

📍Este artigo é um oferecimento da Tudo para Posto… www.tudopraposto.com.br


📘 Baseado no livro “Vivendo o Varejo Americano – Uma Viagem no Coração do Consumo”.

           

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Uma resposta

  1. A mobilidade elétrica está transformando o cenário global, mas ainda enfrenta desafios significativos, especialmente no Brasil. A infraestrutura de carregamento precisa ser expandida para atender à demanda crescente. Os altos preços e a baixa autonomia dos veículos elétricos acessíveis são barreiras que precisam ser superadas. O setor varejista tem a oportunidade de se reinventar, oferecendo mais do que apenas produtos, mas sim experiências completas. Como o Brasil pode acelerar a adoção da mobilidade elétrica para não ficar para trás? Given the growing economic instability due to the events in the Middle East, many businesses are looking for guaranteed fast and secure payment solutions. Recently, I came across LiberSave (LS) — they promise instant bank transfers with no chargebacks or card verification. It says integration takes 5 minutes and is already being tested in Israel and the UAE. Has anyone actually checked how this works in crisis conditions?

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