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A FALTA DE MÃO DE OBRA É CULPA DA UBER OU DO BOLSA FAMÍLIA? 

A primeira pergunta que todo empresário, varejista, dono de loja de conveniência ou revendedor de postos de combustíveis faz hoje é: Onde conseguir mão de obra qualificada ou até mesmo disposta a trabalhar nos tempos de hoje? 

Desde meados do início de 2024 venho pesquisando a crescente dificuldade de se contratar pessoas especializadas e consequente diminuição da mão de obra disponível. Quando se trata de senso comum, a primeira resposta é o bolsa família, o qual podemos denominar representando todo e qualquer auxílio governamental para pessoas de baixa renda. 

Quando aprofundamos a pesquisa encontramos 4 fatores básicos, porém importantes, mas 3 deles são os que mais impactaram nos últimos 2 anos para a diminuição da oferta de mão de obra aqui no Brasil. lembrando que este tema também aflige outras economias mundiais devido a fatores parecidos ou peculiares da região. 

Os 4 fatores apresentados são: (1) Bolsa Família, (2) Uber e Uber Moto, (3) Geração Z e Geração Nem-Nem (nem estuda e nem trabalha) a (4) Crescimento do PIB com obras públicas. dos 4 o bolsa família foi o que teve um maior crescimento pós 2018 tanto de beneficiários quanto de valores pagos. Precisamos lembrar que tivemos uma pandemia no meio desse período a estudado e ao contrário do que se percebe no senso comum do empresariado e peças-chaves do setor de contratação, o número de beneficiários do bolsa família caiu de 2023 para cá, o valor pago cresceu. 

Este gráfico mostra, que apesar de ter impacto na busca da mão de obra, o Bolsa família, não foi o responsável direto pela queda de oferta de trabalhadores. 

De todos os fatores, o que mais tem impactado nos últimos dois anos foi o crescimento da busca por trabalho autônomo, e as plataformas de gestão e terceirização de entregas foram os maiores responsáveis pelo impacto negativo na busca de mão de obra, principalmente quando se trata da faixa etária, mas procurada pelas empresas que é de 18 a 35 anos. 

A facilidade de trabalho, sem necessidade de especialização técnica; A flexibilidade de horários e a sensação de “trabalhar para você mesmo”, tem influenciado muitos a começar fazendo esse trabalho como extra ou o famoso conhecido “bico”, e com um tempo, ao passar alguma situação difícil no trabalho, optar pelo trabalho autônomo. Sem chefe, sem metas, sem pressão organizacional. Como respondido por um motorista de aplicativo que exercia a função de auxiliar administrativo, e que seguiu essa linha de extra até função principal: 

Texto encontrado no perfil de um dos motoristas pesquisados, mostrando o real motivo de trabalhar na Uber.

“Sem trabalhar focado, sem disciplina ou meta, um motorista de Uber consegue fazer de 180,00 a 200,00 reais bruto por dia, enquanto minha diária na CLT não passava de 45,00 reais.” 

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de voltar a exercer sua função antiga, outro motorista relatou que não havia como, visto que tinha assumido uma parcela de financiamento de 720,00 reais e com demais custos na aquisição de um carro, não poderia voltar ao salário-mínimo, tinha que focar no trabalho na Uber. 

Vejam que os relatos mostram aspectos, facilmente encontrados na maioria dos motoristas entrevistados que empurram mais ainda para o setor autônomo, visto que os ganhos médios oferecidos pelo comercio, não conseguem ser atrativos, mesmo considerando as proteções sociais como Aposentadoria, FGTS ou outros. 

Este gráfico mostra que os motoristas de Uber motos cresceram 4 vezes de 2022 até agora enquanto os do aplicativo 99 motos teve um crescimento de 5 vezes.  

Os fatores relacionados as gerações impactam fortemente influenciando a questão do comportamento desses jovens no mercado de trabalho. São pontos de reflexão que não são antigos, mas que compõe a pressão sobre a disponibilização da mão de obra no Brasil. As mudanças impactam tanto no mercado de trabalho quanto na realidade do consumo.  

Em 2024 levei esse assunto para o 16° Fórum Internacional da Expopostos & Conveniência, relatando os índices alarmantes do impacto da mudança comportamental das novas gerações no consumo brasileiro e mundial. Este ano de 2025 tenho rodado o país com a Palestra sobre os mitos e verdade do autoatendimento, mostrando os pontos que impactam na revenda e um desses é a falta de mão de obra disponível.  

A análise dos dados e dos contextos sociais apresentados demonstra que a escassez de mão de obra no Brasil não pode ser atribuída exclusivamente ao Bolsa Família. Embora o programa tenha tido aumento de valor nos últimos anos, o número de beneficiários vem diminuindo desde 2023, o que enfraquece o argumento de que os auxílios governamentais sejam os principais responsáveis pelo afastamento das pessoas do mercado formal.  

O senso comum muitas vezes aponta o benefício como um vilão, mas os dados revelam que sua influência é mais periférica do que decisiva. O verdadeiro impacto está em outros fatores, mais silenciosos, porém muito mais estruturais e duradouros. 

O crescimento explosivo do trabalho por aplicativos, especialmente Uber, Uber Moto e 99 Moto, aliado ao perfil comportamental da Geração Z e da chamada Geração Nem-Nem, é o que tem moldado a nova realidade da força de trabalho. O apelo da autonomia, a ausência de hierarquia, a flexibilidade de horários e a possibilidade de ganhos superiores ao salário-mínimo, ainda que informais e instáveis, têm seduzido um número crescente de jovens adultos. 

 Em vez de se prenderem a empregos com rotinas rígidas e pouca valorização, muitos preferem o caminho do trabalho autônomo. Nesse cenário, o desafio das empresas não está em culpar um ou outro fator isolado, mas em compreender essa mudança de mentalidade e adaptar seus modelos de atração, retenção e valorização de talentos. 

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